O ArcRoute já está na App Store. O que faz e o que mudou desde a 1.0
Na App Store desde 20 de setembro: o que o ArcRoute faz, o que trouxeram a 1.1 e a 1.2 e porque é que o mapa já cobre vinte e sete países.

Sou o Petr, motociclista de Praga e autor do ArcRoute, uma navegação para mota que se concentra na estrada e deixa de fora tudo o que está a mais. A navegação que sempre me fez falta. Sobre mim há mais na página Sobre o ArcRoute.
A 20 de setembro consegui lançar a primeira versão, e a 1.0 ficou na App Store para quem a quisesse descarregar. Desde então saíram mais duas versões e já estou a trabalhar na próxima.
O que o ArcRoute faz
Escolhes para onde vais e, no nível de curvas, de «Direct» a «Wild», dizes quantas curvas queres. O ArcRoute encontra então as estradas que valem a pena e guia-te por elas até lá. Consegue fazê-lo porque tem cada estrada transitável pontuada pelas curvas que tem. Diz-te as viragens no capacete, e os olhos ficam na estrada.
Quando não vais a lado nenhum e só te apetece dar uma volta, monta-te uma rota circular a partir de onde estás e traz-te de volta ao ponto de partida. Grava cada passeio, mesmo com o telemóvel no bolso, e tudo o que já percorreste aparece depois no teu mapa de calor.
E como gosto muito de andar no Trans Czech Trail e no Trans Euro Trail, que se fazem a seguir um track descarregado, andar com um GPX é uma das coisas do ArcRoute que mais me importam. Carregas o track, o ArcRoute deixa-o exatamente como está desenhado e leva-te por ele viragem a viragem.
O que mudou desde a 1.0
Vinte e sete países no mapa. Os motociclistas pediram mais países poucos dias depois do lançamento. Por isso, no início de outubro, acrescentei Espanha, Portugal, Andorra, Marrocos, o Reino Unido, a Irlanda e o Benelux, e completei a França e a Itália, das quais o ArcRoute só conhecia os Alpes. A lista completa, com o que a app tem em cada país, está em «Settings → Map data → Supported regions» (Definições → Dados do mapa → Regiões suportadas).
A rota, num segundo. Uma rota «Wild» de Praga a Innsbruck deixava-me à espera quinze segundos. Desde a 1.1 fica pronta em cerca de um segundo, e um dia de quinhentos quilómetros planeia-se em poucos segundos em vez de um minuto.
Os troços com curvas no mapa já são estradas inteiras. Tocas no botão «Twisty» e aparecem no mapa marcadores sobre os troços com curvas perto de ti. Escolhes um, tocas em «Ride this stretch» (fazer este troço) e fazes o troço de uma ponta à outra. Mas quando revi esses troços na Grã-Bretanha, encontrei a circular de um hospital, para a qual ninguém pegaria na mota, e bocados de estrada com menos de um quilómetro. Por isso, agora cada troço é uma estrada inteira, tal como a conduzes, e tem pelo menos dois quilómetros. Há menos troços, mas são estradas a sério.
Os controlos durante o passeio são mais simples e intuitivos. Escondi os botões por baixo do painel com os teus números. Tocas nele ou puxas para cima e podes pausar, editar ou terminar o passeio. De luvas não tens de acertar em nada, e no mapa nada atrapalha. Já estou a trabalhar nas próximas alterações aos controlos.
Uma viagem inteira cabe numa só rota. Entre o início e o destino podes agora pôr até 150 pontos de passagem, antes eram 48, o que chega para uma viagem de vários dias. Uma rota guardada mantém o seu ponto de partida mesmo que a abras a centenas de quilómetros dele, e a navegação leva-te primeiro até lá. E quando uma rota não dá, o ArcRoute diz-te porquê, por exemplo que sem ferry não há caminho. Com um toque permites o ferry.
Também chegou a vista de satélite.
Ando com o ArcRoute a toda a hora, e cada passeio conta, o meu e o teu. Se alguma coisa não te bater certo na estrada, escreve-me. As mensagens chegam diretamente a mim.
Petr.